Itapevi completa 62 anos | Servidores são a base dessa história de lutas

A cidade de Itapevi completa nesta quinta, dia 18 de fevereiro, 62 anos de emancipação. Celebramos a data com muita alegria e parabenizamos os cidadãos, mas em especial os Servidores públicos, sem os quais a cidade não teria prosperidade e crescimento constantemente. Com isso, agradecemos os trabalhadores e reafirmamos o nosso compromisso com os Servidores. O Sindiservita honra cada trabalhador, lutando por sua valorização e respeito. Devemos celebrar juntos mais um ano de independência, muito trabalho e conquistas!

PALAVRA DO PRESIDENTE

Tenho orgulho de morar nesta cidade. Temos uma luta constante enquanto sindicalistas, mas um amor ainda maior pela nossa cidade. O funcionalismo de Itapevi, assim como de todo o País, vem sofrendo com a gestão do atual presidente, Jair Bolsonaro, mas os trabalhadores permanecem firmes em suas obrigações e desta forma a cidade continua, mesmo em meio à pandemia. Agradeço aos Servidores por nos ajudarem a fazer a diferença para milhares de pessoas”, afirma Severino Tome dos Ramos

HISTÓRIA

Com origem Tupi Guarani, Itapevi, que significa pedra chata e lisa (Ita, “pedra”, e pevi , “chata e lisa”), surgiu como um bairro da cidade de Cotia por volta de 1850, com a chegada dos primeiros moradores – a família Abreu. Em 1875, o Imperador Dom Pedro II inaugura o que viria a ser um marco na história da cidade: a estação de trem de Cotia, em local que à época tinha apenas um rancho com cobertura de sapê.

Já no século XX, por volta de 1910, os Abreu passaram a fazer vizinhança com outras famílias que ganhariam notoriedade na história da cidade, como Roncagli, os Michelotti, os Chiamilera, os Belli, os Chaluppe e os Correia e os Nunes. Um deles, Joaquim Nunes Filho, que ficaria conhecido pelo apelido Nho Quim, tornaria-se um dos grandes entusiastas da emancipação de Itapevi. Seus primeiros esforços resultaram na elevação do bairro a distrito de Cotia, em 12 de outubro de 1920.

Ao mesmo tempo, a estação de trem, referência do bairro, continuava com o nome da cidade de Cotia, dificultando a criação de uma identidade própria para os itapevienses. Além disso, a situação confundia os serviços postais, que tinham dificuldades em enviar correspondências para os endereços no bairro de Itapevi. Em 1940, chega ao bairro de Itapevi o empresário Carlos de Castro. Ele adquire de Joaquim Nunes um grande área de terra, dando origem ao loteamento dos bairros Parque Suburbano e Jardim Bela Vista, o que acelera o desenvolvimento local.

Carlos de Castro conseguiu, em 1945, que o então ministro Cardoso João Alberto alterasse o nome da estação de trem de Cotia para Itapevi. O episódio foi motivo de grande festa para todos os habitantes do bairro – e fomentou o espírito emancipacionista da população. Pouco depois, iniciou-se um movimento pela autonomia do distrito de Itapevi. Com participação popular maciça, a iniciativa foi idealizada por homens como o próprio Carlos de Castro, Américo Christianini, Cezário de Abreu, Bonifácio de Abreu, Rubens Caramez, Raul Leonardo e José dos Santos Novaes, dentre tatos tantos outros.

Veio então o ano de 1958 quando, depois de muita pressão popular, um plebiscito seria realizado para decidir sobre a elevação do distrito à categoria de município, com poderes próprios. A emancipação definitiva era questão de tempo. No dia da votação, cerca de 900 pessoas optaram pela emancipação, contra apenas 30 que não desejavam a autonomia. Naquele mesmo ano, foi promulgada a lei que criaria, em 18 de Fevereiro de 1959, o município de Itapevi, que teve Rubens Caramez como seu primeiro prefeito.

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